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Alunos aprendem a construir dutos para escoar a água na Grande SP

Jogos, dinâmicas e bate-papo foram a maneira que a Seae (Sociedade Ecológica Amigos de Embu) encontrou de levar questão da poluição dos rios, tratamento de esgoto e cuidado com as águas para as salas de aula de uma escola de Cotia, na região metropolitana da São Paulo.

A associação de defesa do meio ambiente promoveu atividades (a última acontece amanhã, dia 24) para 250 alunos, de 10 a 15 anos, na Escola Municipal de Caputera.

Os encontros são a primeira etapa do projeto “Plantando Jardim Filtrante e Água Boa”, que acontece até dezembro no bairro de mesmo nome, localizado entre os municípios de Embu das Artes, Cotia e Itapecerica da Serra.

Nas dinâmicas, os alunos aprenderam a construir dutos para direcionar águas limpas, cinzas (vindas de máquinas de lavar, chuveiros e pias) e negras (dos vasos sanitários) para os locais corretos, e traçaram os caminhos percorridos pelos rios da região a partir de imagens de satélite.

“Trabalhamos muito com gráficos, mas os estudantes não veem a região do alto, onde se percebe a urbanização”, conta a professora de ciências Ana Barreto, 51. “Com essas imagens, eles puderam se localizar dentro do mapa e entender como essas questões se relacionam com a vida deles.”

Entusiasmada com as lições, a professora é um dos funcionários que pretendem fazer parte da segunda fase do projeto do Seae, com início em novembro. A etapa acontecerá nos Centros de Referência de Assistência Social do bairro e é aberta aos moradores —basta preencher este formulário.

Na segunda fase do projeto, os próprios residentes aprenderão a instalar estações de saneamento alternativas em suas residências os chamados jardins filtrantes ou zonas de raízes, que usam bactérias e plantas para limpar a água dos rios.

A ajuda é bem-vinda no Caputera. O bairro foi escolhido pelo Seae justamente por sua carência de serviços de saneamento público, além da importância de sua rede fluvial. Suas águas deságuam no rio Embu-Mirim, responsável pelo abastecimento de cerca de 34% da água da represa Guarapiranga, atendendo a cerca de 5 milhões de pessoas no estado de São Paulo.