Futuro das Cidades - Instituto Vedacit

Economia criativa quer dar fôlego ao Centro Histórico de Florianópolis

Pelo menos duas reuniões realizadas esta semana trataram de ações voltadas para a região do lado leste do Centro Histórico de Florianópolis. O espaço já foi incluído entre os espaços públicos para práticas culturais de caráter popular, o que lhe garante garantias para realização de eventos e atrações culturais. Agora, é a vez das iniciativas inovadoras que buscam abrigo naquela região da cidade fazerem seu pleito, cobrando incentivos fiscais para tornar o espaço também berço da economia criativa.

Na primeira reunião, na quinta (2), empresários da região se reuniram com equipes da Mobilidade e Planejamento Urbano do município em encontro promovido pela CDL (Câmara de Dirigentes e Lojistas) onde trataram mais especificamente de melhorias no espaço público e alternativas para viabilizar a instalação comercial.

“Nós estamos construindo planos de curto, médio e longo prazo para melhorar desde a questão de infraestrutura até incentivos aos comerciantes. De maneira emergencial, percebemos que é preciso criar ações para atrair mais o público para aquela região da cidade”, afirmou Rafael Salim, diretor de desenvolvimento da CDL de Florianópolis.

O segundo encontro, na tarde de sexta na Câmara, tratou especificamente da tramitação do PLC 1504/2015 que tem como objetivo promover incentivos fiscais para setores da economia criativa. O projeto prevê um programa de três anos aos novos negócios, obedecendo critérios como tamanho do espaço utilizado e faturamento anual.

O debate foi promovido pela Comissão de Orçamento da Câmara, através de reunião ampliada. O projeto ficou conhecido como Centro Sapiens e é desenvolvido em parceria com a UFSC.

“O nosso projeto abrange três teatros, cinco museus, vinte sebos. Então a economia criativa também já está presente. E, desde o início, nossa proposta delimitou a área Leste como o Centro Sapiens”, conta Salomão Ribas Gomez, professor da UFSC e coordenador do Centro Sapiens.

Lideraram as discussões na Câmara os vereadores Pedrão(PP), Lino Peres (PT), Gabrielzinho (PSB) e Afrânio Boppré (PSOL), além de representantes da prefeitura, comerciantes da região, empreendedores e investidores do setor de tecnologia.

Os vereadores devem apresentar modificações ao texto do PL sobre a delimitação do que será enquadrado como empresa startup, um prazo para a resposta sobre a concessão ou não do incentivo e a delimitação da área beneficiada apenas no trecho central histórico mais degradado de Florianópolis.

Em janeiro deste ano, um termo de ajustamento de conduta firmado entre Prefeitura de Florianópolis e Ministério Público previu a regulamentação da que define a região como de interesse cultural.

Com isso, autorização para espetáculos, fonte de emissão sonora, ou até mesmo a realização de espetáculos maiores poderão ser realizados com menos entraves burocráticos, viabilizando ações para atrair cada vez mais o público para aquela região da cidade.

Paralelo, a equipe de Planejamento do município também promete intervenções pequenas, como a regulamentação de mesas, melhorias no espaço para o pedestre e até nos estacionamentos, para preparar o espaço para uma grande revitalização que vai abranger as 26 ruas do lado leste do Centro Histórico.