Futuro das Cidades - Instituto Vedacit

Hungria investirá mais de R$ 4 bilhões na criação de uma cidade agrícola neutra em carbono

A Hungria anunciou que está planejando a construção de uma nova cidade agrícola, neutra em carbono, que será alimentada por fontes de energia renováveis. O centro agrícola de € 1 bilhão (mais de R$ 4 bilhões) é estará localizado na fronteira entre a Hungria, a Áustria e Eslováquia, e abrangerá 330 hectares — o equivalente a 500 campos de futebol. Para István Nagy, ministro da Agricultura da Hungria, o desenvolvimento anunciaria uma “mudança de época para a agricultura”.

A cidade agrícola abrigará um complexo de estufas para o cultivo, durante todo o ano, de ervas e vegetais; e também será a localização da “maior fazenda de peixes da Europa”. A energia para alimentar a área será principalmente adquirida de fontes renováveis, como energia solar e biogás. Já o resfriamento será realizado por fontes geotérmicas, um tipo de energia sustentável que usa o calor preso sob a superfície da Terra para gerar eletricidade (Para saber mais, confira nosso Guia da Energia). O assentamento será neutro em carbono, o que significa que o dióxido de carbono produzido em sua construção e ao longo de sua vida útil será compensado ou totalmente eliminado.

“Os clientes e a sociedade exigem soluções inovadoras e sustentáveis que mudem nossos atuais estilos de vida e de trabalho”, disse (em entrevista à Bloomberg) Alexander Fenzl, diretor da EON, empresa que irá fornecer energia para a cidade agrícola. “Soluções energéticas sustentáveis, confiáveis e ao mesmo tempo acessíveis são essenciais para moldar os espaços de vida e trabalho do futuro”.

Cerca de 1.000 casas para trabalhadores estarão localizadas em uma nova área residencial, equipada com uma escola de jardim de infância e ensino fundamental, além de lojas e hotéis.

Como estamos falando aqui há tempos, a pressão para que os países lidem seriamente com as mudanças climáticas está aumentando. A partir disso, novos projetos urbanos em todo o mundo já estão priorizando a sustentabilidade. Temos visto com frequência empresas, cidades e países anunciando novos projetos focados em sustentabilidade e a tendência é que isso só cresça. A pergunta que precisamos fazer agora é: ainda dá tempo de evitar uma catástrofe climática? Nós esperamos que sim, isso é algo que (com o perdão do trocadilho) só o tempo irá dizer.