Futuro das Cidades - Instituto Vedacit

A mobilidade feminina

O jornal O Dia (RJ) destacou um dos painéis do Summit Mobilidade Urbana 2019, promovido pelo jornal O Estado de São Paulo e a 99 na quinta-feira (30), na Casa das Caldeiras, em São Paulo, que tratou o tema da mobilidade urbana para mulheres. Moderado pela jornalista Mariana Barros, o fórum jogou luz sobre as demandas específicas de gênero e de como as cidades se beneficiam ao investir em meios mais seguros e completos para todos. Participaram Juliana de Faria, diretora da ONG Think Olga, Simony César, fundadora do Nina Mobile, e Stella Hiroki, doutora e palestrante sobre cidades inteligentes. Perguntadas sobre as especifidades, as participantes apresentaram pontos de vista complementares.

“Por causa das desigualdades de gênero, há influência da maneira como nós utilizamos os transportes públicos. Os homens partem do ponto a ao b, às vezes só precisam levar a criança à escola. A mulher exerce funções do lar, como cuidar de familiares idosos e ter a maior parte, se não a maioria, da carga doméstica. O deslocamento da mulher é mais complexo, então se os bairros fossem autossustentáveis poderiam ajudar. Na Olga, descobrimos que que o andar a pé é feminino. Claro, há interseccionalidade de classe e raça, mas cerca de 50% dos caminhos são a pé e 28% de ônibus em famílias com um salário mínimo. Há o perigo da violência sexual para mulheres. Os pontos de ônibus são onde elas se sentem mais vulneráveis, por estarem sozinhas na maioria dos casos”, citou Juliana.

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https://odia.ig.com.br/brasil/2019/06/5649652-mobilidade-para-mulheres–infraestrutura-e-mudanca-na-cultura-devem-andar-juntas.html