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As raízes dos negócios inovadores de impacto ambiental e social

Alex Pipkin, professor, Mestre e Doutor em Administração da UFRGS, publicou um longo artigo no jornal Gazeta do Povo, do Paraná, onde analisa impactos socioambientais dos negócios inovadores. Nele, o professor discorre sobre o modo de pensar dos novos consumidores e dos jovens profissionais do mercado,  que “esperam constantemente por inovações e, aparentemente, estão mais preocupados com responsabilidades, ações ambientais e causas sociais das organizações. Inegavelmente, são muito mais questionadores do “modo de operação” do sistema capitalista, muitos engajando-se em movimentos ativistas.”

Da mesma forma, o artigo aborda a tipologia do trabalho e as relações profissionais, que igualmente têm sofrido alterações. Estes jovens, segundo o artigo “querem participar e expressar suas visões de mundo. Desse modo, o estilo de liderança necessita ser mais participativo, envolvendo um (genuíno) senso de propósito organizacional e um conjunto de valores compartilhados.”

O artigo explica que “as estruturas organizacionais caminham de sistemas hierarquizados para abordagens relacionadas à autogestão, embora, a meu juízo, nem sempre sejam as mais adequadas em circunstâncias que exijam intensa coordenação e integração de processos, tais como se observa em grandes operações globais. Além disso, aponta-se que na autogestão, o “objetivo final” é o alcance do propósito, não o lucro. Lucro é um subproduto do trabalho bem feito. Relevante mesmo é a obtenção de lucratividade superior, uma vez que essa não é uma possibilidade, é condição sine qua non”.

Para o autor, “os mais jovens verbalizam que desejam trabalhar em projetos importantes para eles, e que se traduzam em impacto positivo com objetivo social” e, neste contexto, “as empresas têm procurado criar soluções que entreguem valor real e que sejam social e ambientalmente justas, especialmente por meio de experiências mais ‘significativas’”.

O artigo diz ainda que, neste “novo mundo”, das cadeias globais de valor, dos ecossistemas e redes empresariais, “cada vez mais, é preciso integrar, colaborar e aprofundar os laços relacionais a fim de se gerarem soluções inovadoras para os problemas dos consumidores; soluções “materializadas” em benefícios funcionais, emocionais e sociais. Vivemos em mercados em que as trocas relacionais são fundamentais para o alcance de maior lucratividade, para todos”.

O texto do professor Pipkin aborda também o papel das lideranças empresariais neste novo contexto, no qual uma nova geração de líderes “parece estar bem mais consciente de suas responsabilidades em relação ao bem-estar de todas as partes interessadas nos seus respectivos setores empresariais. Esses líderes sentem-se mais comprometidos e responsáveis pelos problemas prementes do mundo atual, cuidando das necessidades de todos os envolvidos e aspirando, de alguma maneira, a tornar o mundo um lugar melhor para todos e para as futuras gerações”.

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