Futuro das Cidades - Instituto Vedacit

A educação na recuperação das cidades como espaço coletivo

O site PortoGente publicou artigo assinado por Melina Alves, especialista em usabilidade e arquitetura da informação, uma das 40 mulheres líderes de UX mais lembradas do país. No texto, a CEO e fundadora da DUXcoworkers explica que  “Smart Cities, ou Cidades Inteligentes, embora seja um termo que temos ouvido com frequência, não é exatamente uma novidade. Hoje, esse modelo urbano é visto como um caminho para o desenvolvimento das cidades através de soluções criativas que tornam a utilização dos recursos disponíveis mais eficiente, reduzindo ao máximo a pegada do homem no meio ambiente. Se levarmos em consideração as necessidades sociais, culturais, de segurança e o avanço tecnológico através das civilizações ao longo dos séculos, podemos facilmente classificar outros experimentos urbanos como inteligentes”.

A autora traz o exemplo de Machu Picchu: “Ainda que haja controvérsias quanto sua função, se era religiosa ou administrativa (ou ambas), são inegáveis certos aspectos de sua concepção urbanística no que tange a inteligência de sua estrutura. A ‘Cidade Perdida dos Incas’ foi concebida de uma forma que se adaptasse às condições que a cercava sem a pretensão de moldar o meio ambiente às suas necessidades urbanas”.

O artigo explica que, como Machu Picchu, há outros exemplos de cidades inteligentes que existem há muito tempo. A autora afirma que, “se hoje são Smart Cities com conceitos que a princípio parecem ser uma novidade, trata-se das mesmas ideias adaptadas aos novos tempos. Uma espécie de mudança de mindset urbano”.

A edição do IESE Cities in Motion Index de 2019 analisou 174 cidades de 80 países para compor o ranking das cidades mais inteligentes do mundo. “Não houve surpresas: entre as 10 primeiras, são sete europeias, duas asiáticas e uma norte americana. Das cidades brasileiras que entraram na análise, o Rio de Janeiro foi a melhor colocada, com a humilde 128ª posição. Nota-se que há algo em comum entre as cidades melhores ranqueadas: todas possuem um sistema escolar sólido e uma população com ótimo nível educacional. Afinal, com a educação, as possibilidades de melhor se usar a inteligência são muito maiores”, explica a matéria.

Por fim, Melina Alves questiona como se mede a inteligência das cidades. Diz o texto: “É comum ouvirmos termos como ‘pilares’ das Smart Cities ou suas camadas básicas, mas é importante frisar, novamente, que não importa se vamos considerar como unidade de aferição: o importante é sempre considerarmos a educação como alicerce seguro e perene para o estabelecimento de qualquer avanço urbano no que diz respeito aos aspectos físicos, humanos e ambientais de qualquer cidade. É obrigação de todos, sociedade, iniciativa privada e setor público, lutar pela melhora de nossa educação. E isso certamente irá exigir um esforço muito maior que a construção de uma cidade que se conecta por aplicativos e tem um sistema de transporte ecológico. Porque educar leva tempo e dá muito mais trabalho”.

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