Futuro das Cidades - Instituto Vedacit

Mentor de startups defende a “humanização das cidades”

Matéria publicada no caderno de Inovação do portal Terra traz a opinião de Alberto Levy, empreendedor, propagador da inovação e mentor de start ups, sobre o papel das chamadas smart cities.  Segundo o site, “o termo ‘cidades inteligentes’ é utilizado para descrever municípios que se utilizam da tecnologia de sensores integrados para extrair dados do desempenho de serviços públicos, como saneamento, transporte público e gestão energética.” Para Levy, esse conceito precisa ser revisto e ser menos dependente do aspecto tecnológico para existir. Isso porque, segundo ele, o desenho das novas metrópoles deveria passar mais pela criatividade dos gestores urbanos.

A matéria esclarece que, “apesar de algumas cidades já terem planos de se tornarem mais conectadas nos próximos anos – como é o caso de Praga, na República Tcheca, que segue uma diretriz de ficar totalmente inteligente até 2030 -, Levy acredita que pequenas ações, muitas vezes menos tecnológicas, podem transformar a experiência de se viver em um determinado município. ‘O problema não está em ter sensores, eles são muito bem-vindos’, diz. ‘A questão é fazer cidades mais humanas.’”

O mentor de start ups diz na matéria que as intervenções urbanas, como bibliotecas públicas ao ar livre, reforma e revitalização de espaços degradados, bem como plantações de economia circular e apresentações artísticas e culturais em locais públicos são exemplo concretos decomo é possível mudar o cenário urbano, tão importantes quanto a implementação de tecnologias de dados. “É preciso hackear as cidades e dar um novo significado aos espaços”, afirma.

Segundo afirma Levy, a grande dificuldade para que essas mudanças aconteçam tem a ver com o modelo de ensino realizado nas escolas. “Há 200 anos, o sistema educacional nos instrui valores baseados em exercícios repetitivos, memorização de conteúdos e cumprimento de ordens”, diz. Segundo ele, esse tipo de contexto acaba por adormecer a criatividade e a percepção humana, diminuindo o surgimento de novas soluções para as cidades.

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