Futuro das Cidades - Instituto Vedacit

Rumo à Smart City: da cidade que temos à cidade que queremos

Grazielle Carvalho, Master Coach de Cidades Inteligentes, Geógrafa, CEO na Trilha Treinamentos, publicou artigo no portal MundoGeo onde aborda os desafios das cidades no caminho de se tornarem “inteligentes”. Segundo a geógrafa, “muitas empresas têm vendido a ideia de que para ser uma Cidade Inteligente basta ter Wi-fi nas praças ou trocar as lâmpadas por lâmpadas de LED, ou ainda instalar câmeras por toda a cidade. Mas uma Cidade Inteligente de verdade exige bem mais que isso.”

O artigo propões a reflexão: “nossas cidades têm desafios diferentes, e nem tudo que serve para uma grande metrópole serve para um município menor.E isso é uma realidade! O gestor que cair nessa lábia vai pagar caro por algo que não tem nada a ver com a sua realidade local”.

Segundo o texto, “antes de sair por aí comprando várias tecnologias, é preciso que o gestor responda duas perguntas cruciais: qual é a Cidade que temos? e qual é a Cidade que queremos? Somente depois de ter essas respostas de forma clara e objetiva, o gestor pode pensar em criar um projeto de Cidade Inteligente”.

“Uma Cidade Inteligente, ou Smart City, tem como foco a melhoria da qualidade de vida do cidadão, e para saber o que comprar, antes é preciso saber quais as reais necessidades municipais: as mais básicas mas também as estratégicas.  Por isso a importância de, ao se construir esse planejamento estratégico municipal de Cidade Inteligente, envolver, em uma primeira fase, os agentes que têm a responsabilidade de fazer isso tudo funcionar no curto e longo prazo: Prefeito, Secretários e Vereadores”, diz a autora.

Grazielle diz propõe que o processo de definição da Cidade desejada deve considerar alguns pontos importantes como, a Agenda 2030 da ONU, a questão da implantação de processos e tecnologias que visem a modernização da Administração Pública e que melhorem a qualidade dos serviços prestados; e a adoção do pensamento sistêmico, integrado e alinhado para que o objetivo coletivo comum, o de ter Cidades mais Humanas, Eficientes, Sustentáveis e Inteligentes, seja alcançado.

“Por isso, em um processo de construção deste mega projeto, o mais importante não é qual a tecnologia vai ser implantada, mas a capacidade de entender como todos os planos municipais vão se comunicar entre si, o que permitirá que uma política pública impulsione a outra de forma a criar novas oportunidades econômicas, sociais, ambientais, que permitam a criação de um novo padrão mental, mais aberto, mais ousado, mais estratégico, mais conectado às demandas reais e mais profundas da nossa sociedade”. Para a autora, “só tem um jeito de fazer isso: desenvolvendo as pessoas. Porque cidades são feitas de pessoas, e uma cidade será tão inteligente quanto os seus cidadãos (e gestores) o forem”.

Leia:  https://mundogeo.com/2019/11/11/rumo-a-smart-city-da-cidade-que-temos-a-cidade-que-queremos/