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ONU estabelece as principais metas para as áreas urbanas até 2023

Artigo assinado por Claudio Bernardes, engenheiro civil e presidente do Conselho Consultivo do Sindicato da Habitação de São Paulo, publicado na Folha de S. Paulo, aborda o compromisso firmado pela ONU para o período de 2020 a 2023, com à agenda global e, especialmente, com os objetivos de desenvolvimento sustentável.

O texto informa que a implantação do plano estratégico está calcada em cinco programas: comunidades vibrantes e inclusivas; cidades inteligentes focadas nas pessoas; resiliência climática para os mais pobres; cidades e comunidades inclusivas para migrantes; e melhorias na implementação dos objetivos de desenvolvimento sustentável.

Segundo Bernardes, “os programas propõme a transformação social, econômica e ambiental das áreas das cidades menos favorecidas e deterioradas, em regiões dinâmicas, conectadas e vibrantes. Esse objetivo deve ser alcançado por meio da melhoria da qualidade de vida e da redução das desigualdades espaciais, procurando incluir toda a população em espaços urbanos de qualidade”.

Para o engenheiro, os administradores das cidades têm acesso mais rápido às informações, como resultado da operação dos sistemas inteligentes, permitindo que sejam tomadas as melhores decisões estratégicas. “As plataformas digitais estão facilitando o diálogo entre os cidadãos e os tomadores de decisões. As imagens de satélite e os drones estão revolucionando os processos de planejamento urbano, e o compartilhamento da economia cria novas oportunidades de negócios e empregos”, diz o artigo.

Mas o articulista chama atenção para o relatório do Banco Mundial (2016). Segundo este documento, os resultados positivos da digitalização não estão distribuídos equanimemente. “Apenas 15% da população mundial pode pagar por banda larga de internet, e quase dois bilhões de pessoas não possuem celulares. Acesso a serviços públicos e ao mercado de trabalho tornam-se cada vez mais dependentes do acesso digital à tecnologia”. Para Bernardes, a necessidade de reduzir o gap digital entre as pessoas para reduzir desigualdades urbanas, torna-se crítica e o uso extensivo e inclusivo da tecnologia pode ser a resposta para resolver esse problema.

O texto ainda informa que o programa da ONU propõe coordenar e mobilizar grandes investimentos para a adaptação urbana à resiliência em locais vulneráveis no mundo, por intermédio de uma nova forma de operação entre a coalizão internacioanal, os atores locais, as empresas de planejamento e infraestrutura, as entidades não governamentais, os cientistas e especialistas na área climática.

“As metas estabelecidas pelo programa da ONU objetivam auxiliar as cidades a utilizar seu potencial para caminhar na direção da implantação dos objetivos de desenvolvimento sustentável, dentro dos princípios estabelecidos pela nova agenda urbana. As cidades bem planejadas, bem construídas e bem governadas podem ser catalisadoras dos processos de inclusão social e geradoras de crescimento econômico equitativo”, conclui o artigo.

Leia: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/claudiobernardes/2019/12/onu-estabelece-as-principais-metas-para-as-areas-urbanas-ate-2023.shtml